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Salves mostra a carinha... TRAUMA COM PSICÓLOGOS

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Assumindo
Artigo atual


Agradeço as respostas que tive do formulário existente no meu artigo anterior. Bem, as apostas foram variadas, mas sinto dizer que a maioria das pessoas citadas não tem grande possibilidade, a meu ver, de realmente assumir sua homossexualidade numa boa.

Mas eu quero voltar à questão do meu artigo anterior, ou seja, falar sobre a questão de aceitar a si mesmo.
Esqueci de dizer que a minha ex-namorada, aquela que me chamou de ‘desviada’, era psicóloga!! Pois é, pra vocês verem como ela era resolvida. Mas não foi a minha primeira decepção com a turma de Freud e Cia. Na verdade eu sempre adorei psicologia, e li muito a respeito, de Jung à Gestalt, passando por Reich e outras coisas mais. Mas na hora de ter contato com algum deles...Era de arrepiar!!

Da primeira vez, me lembro que estava cursando mestrado, isso há uns 7 anos atrás, e na universidade havia um serviço de apoio psicológico. Claro, pra ajudar os maluquinhos da pós-graduação, como eu. Procurei pelo serviço, que era gratuito, porque estava recém-separada da minha primeira relação ‘desviada’, como diz a outra. Chegando lá, o problema. Como vou falar pra uma mulher que eu não conheço sobre o que realmente me aflige. Não tive dúvida: cheguei e fui falando que eu estava tendo dificuldade em ‘superar a dor da perda da relação com outra mulher’. Bonito não?

Ela, meio desconcertada, disse: Ah! Mas você é muito simpática e vai superar logo isso. Volte na semana que vem que vamos decidir se você continua tendo o apoio aqui ou o que iremos fazer.
Evidentemente, enfiei a cara nos livros e esperei pela semana seguinte. O encontro dessa vez foi muito mais formal. Ela disse que não era preciso continuar as seções lá, mas que eu poderia visitar uma psicóloga que ela recomendaria e deveria fazer 2 seções por semana.
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Ué, mas se eu não precisava do apoio gratuito, porque iria precisar do pago?? – Claro que não disse isso nem mil outras coisas que estava pensando. A gente tem que ser educada...

Então comecei a pensar: realmente preciso de alguém para me dizer o que os grandes criadores de teorias da mente humana recomendam para o meu caso? Ou preciso mesmo é de um ombro amigo pra chorar bastante e me recompor? Alguém que não me faça perguntas e me deixe falar descaradamente o que sinto? Que entenda minhas palavras quando elas já não fizerem sentido nem para mim mesmo?

Não precisava de ninguém que fosse me explicar minha opção sexual (é, no meu caso foi opção mesmo e, sim, sempre gostei do mais difícil). Precisava de alguém com quem fosse EXERCER essa opção. Namorar, rir, chorar, transar... Eu queria fatos e não pathos.
Queria mesmo é uma boa cama, de preferência com alguém que ainda estivesse ali na manhã seguinte.

Minhas neuroses, até hoje as tenho e estão bem cuidadas. Algumas teimam em ir embora, afinal a gente aprende alguma coisa, mas logo surgem outras, para que não sintamos falta de nada.
E afinal, se psicólogo fosse tão bom, eles seriam as pessoas mais felizes do mundo. Ainda não conheci nenhum assim. Às vezes ficam só nas aparências.

Mas ok, se você teve alguma experiência diferente da minha, preencha abaixo.

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