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Agradeço as respostas que tive do formulário existente no meu artigo anterior. Bem, as apostas foram variadas, mas sinto dizer que a maioria das pessoas citadas não tem grande possibilidade, a meu ver, de realmente assumir sua homossexualidade numa boa. Mas eu quero voltar à questão do meu artigo
anterior, ou seja, falar sobre a questão de aceitar a si mesmo. Da primeira vez, me lembro que estava cursando mestrado, isso há uns 7 anos atrás, e na universidade havia um serviço de apoio psicológico. Claro, pra ajudar os maluquinhos da pós-graduação, como eu. Procurei pelo serviço, que era gratuito, porque estava recém-separada da minha primeira relação desviada, como diz a outra. Chegando lá, o problema. Como vou falar pra uma mulher que eu não conheço sobre o que realmente me aflige. Não tive dúvida: cheguei e fui falando que eu estava tendo dificuldade em superar a dor da perda da relação com outra mulher. Bonito não? Ela, meio desconcertada, disse: Ah! Mas você é muito simpática
e vai superar logo isso. Volte na semana que vem que vamos decidir se
você continua tendo o apoio aqui ou o que iremos fazer. Então comecei a pensar: realmente preciso de alguém para me dizer o que os grandes criadores de teorias da mente humana recomendam para o meu caso? Ou preciso mesmo é de um ombro amigo pra chorar bastante e me recompor? Alguém que não me faça perguntas e me deixe falar descaradamente o que sinto? Que entenda minhas palavras quando elas já não fizerem sentido nem para mim mesmo? Não precisava de ninguém que fosse me explicar minha opção
sexual (é, no meu caso foi opção mesmo e, sim, sempre gostei do mais difícil).
Precisava de alguém com quem fosse EXERCER essa opção. Namorar, rir, chorar,
transar... Eu queria fatos e não pathos. Minhas neuroses, até hoje as tenho e estão bem cuidadas.
Algumas teimam em ir embora, afinal a gente aprende alguma coisa, mas logo surgem outras,
para que não sintamos falta de nada. SALVES
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